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De escolas e gaiolas

Aí está uma frase densa e lapidada por um sábio que pode ajudar-nos a entender os preocupantes tempos atuais:

"Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado." Rubem Alves

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Biodinâmica no Globo Rural

Vídeos sobre a Fazenda Capão Alto da Criúvas da Família Volkmann em Camaquã, RS.

Até muito recentemente o termo Agricultura Biodinâmica era quase desconhecido no vocabulário da população em geral. Apesar de ser uma prática quase centenária na Europa, onde se originou, e no Brasil há mais de 40 anos, por aqui a Biodinâmica foi se desenvolvendo aos poucos.

Praticada em todas as regiões do Brasil e presente na mesa de um número cada vez maior de consumidores, a Biodinâmica vive um momento único, impulsionada pela procura cada vez maior, por alimentos saudáveis, saborosos e nutritivos, cultivados com qualidade e respeito ao meio ambiente.

A matéria do Globo Rural, que foi ao ar recentemente, apresenta de forma ampla, em linguagem simples, a Agricultura Biodinâmica e porque a sua prática é tão importante para o equilíbrio de nosso Planeta e o nosso próprio.

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A nós e ao nosso tempo

Há um rio subterrâneo
em marcha sob a luz do Sol.
Vagas e ondas e conchas
umas embrenhadas nas outras
conquistam as margens dos rios ainda entreabertos.
Levam embora, toda inteira, a
longa coleção de pedras
do caminho solitário
do poeta.
Há um rio subterrâneo
voraz na direção do futuro.
Seu nome é povo estudantesertanejoprofessorproletáriopescadorsoldadorartesãoartistacampesinolavrador.
Seu passo rechaça a podridão do mundo,
a dos olhos dos homens ignorantes da
força do rio silencioso que
na seca
mora debaixo
do chão.
O rio poeirento não se verga nem se entorta
e
quando é hora
emerge forte e lindo
das águas azuis e verdes
e grita na cor
da bandeira e do sangue
que lhe corre nas veias,
ele grita
liberdade,
e diz
“eu mesmo,
todo junto e sem partido,
sou as águas deste rio e deste mar
e nunca
jamais
serei
vencido”.

Ana Vieira Pereira

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